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Domingo, Julho 05, 2009 "In Loving memory of Michael Jackson"Essa demora para sepultar aquele corpo magro, esguio, leve e embranquiçado está me deixando agoniada. Estou louca para assistir ao espetáculo. Sim, porque tudo o que diz respeito ao fenomenal Michael Jackson tem que ser mega ao quadrado. Afinal, ele era um Mega Star, de fato. E sua estrela agora que começou a brilhar no espaço exato. E eu nem sabia que era assim tão "fã"... Acho, realmente, uma pena que o nome Michael Jackson tenha chegado a ser (e ainda tem sido) motivo de piada. Mas, no fim das contas, todo mundo precisa admitir que ele era O Cara!!! Não tem, nem jamais terá, outro igual. Roberto Carlos, Ivete Sangalo, Madonna, Mike Jagger... perdoem-me: são todos reles mortais; coitados! Só MJ podia fazer o que fazia, dançar como dançava... Qualquer imitação torna-se ridícula demais. Aliás, não aceitamos imitações. Queremos Michael Jackson para sempre e mais nada. Eu quero torná-lo imortal no meu imaginário de infância; E nas minhas lembranças de pré-adolescente sonhadora - ainda que com medo dos monstros de "Thriller" e daquela gargalhada assombrosa no final; Na minha adolescência conturbada, dividindo espaço com o Menudo, claro... Quero torná-lo imortal na memória da minha juventude inacabada; nas "discotecas" que eu ia com permissão controlada por minha mãe e, muitas vezes, escondida do meu pai. Quero lembrar dele eternamente como trilha sonora do meu primeiro beijo; E como o fundo musical para as minhas fantasias idealistas que me fazem, até hoje, acreditar em um better place. Ah, como ele me ajudou a acreditar que eu poderia heal the word ou fazer dele um better space; Michael Jackson estará para sempre na minha história e isso é fato. E fato consumado. Consumado, porém jamais sepultado. E quanto mais tempo ele estiver entre nós, melhor para nós. E eu espero que ele olhe por nós... Afinal, alguém tão grande, tão genial e tão enigmático, não tem como não ser imortalizado. Vai para Deus!!! O Infinito tem o exato tamanho da tua grandeza de Astro. postado por: Fernanda 12:08 AM Deseja divagar?: Sábado, Junho 27, 2009 Gone Too SoonTudo aquilo que eu poderia escrever sobre Michael Jackson, no momento, está aqui. Não é coisa, simplesmente, de fã, mas de ser humano. É que essa sensação de coisa inacabada sempre me incomodou muito e ainda incomoda. Talvez porque minha religião não permita que eu acredite que, em outra vida, a gente encontre mais uma chance... Acabou tão Rápido Como um cometa Cruzando o céu ao anoitecer Acabou tão rápido... Como um arco-íris Sumindo em um piscar de olhos Acabou tão rápido... Brilhante, cintilante E esplendorosamente radiante Aqui, um dia Tornou-se em noite Como a falta da luz do sol Em uma tarde nublada Acabou tão rápido... Como um castelo Construído na areia da praia Acabou tão rápido... Como uma flor perfeita Que está fora do seu alcance Acabou tão rápido... Nascido para alegrar, inspirar, encantar Aqui um dia Tornou-se em noite Como um pôr do sol Morrendo com o nascer da lua Acabou tão rápido... Acabou tão rápido... postado por: Fernanda 7:58 PM Deseja divagar?: Segunda-feira, Junho 01, 2009 Meras constatações(post em alterações constantes...) Prefiro fazer o bem. Prefiro olhar a quem. Prefiro retribuir. Prefiro perdoar. Prefiro não pedir. Prefiro dar e receber. Prefiro não me privar. Prefiro me preservar. Prefiro aprender sem errar. Prefiro errando acertar. Prefiro falar. Prefiro arriscar. Prefiro ser consultada. Na sua impossibilidade, ao menos, ser infomada. Prefiro dizer "não" a fazer contrariada. Prefiro nem sempre dar a última palavra. Prefiro as notas mais agudas. As personalidades mais fortes. Os saltos mais altos. Os tecidos mais leves. Os perfumes mais doces, porém suaves. Os tons mais claros... Prefiro, de vez em quando, lançar mão de um pretinho básico. Prefiro chorar todas as minhas perdas. Prefiro sorrir de todos os meus problemas. Prefiro os pontos no "is". Prefiro não ser a única dona do meu nariz. Prefiro os nós desatáveis. Prefiro os vizinhos ocupados com sua própria vida. Os inimigos declarados. Os amigos comprovados. As pessoas dipostas a escutar caladas. E os capazes de dizer a palavra acertada. Prefiro queijo suave sem ser light. O vinho suave, mas na cor avermelhada. Os alimentos pastosos. Os líquidos menos ácidos. Os medicamentos alopáticos. Prefiro música em som ambiente. Prefiro filmes melodramáticos. Prefiro novela das nove. Prefiro sites e insights. Prefiro, ainda que dura, a verdade. Ainda que injusta, a sinceridade. A honestidade ainda que ingênua. A cumplicidade desde que lícita. A companhia desde que agradável. E o meio termo, contanto que sensato. Prefiro a lua em todas as suas fases. Olhar o mar acompanhada. Os dias mais frios. As noites mais longas. O outono esperando a primavera. Prefiro dormir tarde. Prefiro acordar tarde. Não lembrar do sonho. Não sonhar acordada. E, dormindo, jamais acordada. Prefiro ficar em casa. Prefiro falar baixo. Gritar quando necessário. Prefiro comprar meu próprio presente. Prefiro não mais comemorar meu aniversário. Prefiro andar de cabeça erguida. Prefiro um pé no chão e outro bem direcionado. Prefiro a paz. A lealdade. A certeza. E, na sua ausência, a fé inabalável. Prefiro os abraços folgados, os apertados e os imaginários. Prefiro os poucos e bons. Prefiro todos os meus desejos realizados. Prefiro as declarações traduzidas em atos. Prefiro saber onde estou pisando. Prefiro, infelizmente, me defender atacando. Prefiro reconhecer os cabelos embranquiçados. Prefiro resistir aos mais fortes. Prefiro respeitar os mais fracos. Prefiro ouvir mais de uma vez. Perguntar se entendi. Reler o que escrevi. De vez em quando voltar atrás. Prefiro as cidades limpas e iluminadas. As lixeiras ao alcance dos meus passos. Os asfaltos tapeteados. As ruas sinalizadas. Prefiro trabalhar por amor à causa. Prefiro, por conseguinte, ser bem remunerada. Prefiro os profissionais profissionalizados. A interdisciplinariedade. O resultado esperado. Prefiro fazer bem feito. Prefiro não deixar a coisa inacabada. Prefiro acreditar que fiz pouco ou nada. Prefiro reconhecer que não aprendi quase nada. Prefiro ser de Deus. Prefiro não precisar parar. Prefiro andar devagar. Prefiro recomeçar sempre que necessário. postado por: Fernanda 1:31 AM Deseja divagar?: Quinta-feira, Maio 21, 2009 Sem céu, seu chão...O céu já estava mesmo um pouco comprometido... Mas ele me deixou sem chão. De repente, uma sensação de que, finalmente, havia encontrado um especialista. E como se isso não bastasse, um potencial candidato a qualquer coisa que pudesse ir além da emblemática relação médico - paciente. Se é que essa relação precisa ser, de fato, impessoal, verticalizada, supra-sentimental... Com ele parecia que não. Muito pelo contrário. Era pessoal querendo ser íntima. Era horizontal querendo ser próxima. Era sentimental querendo ser recíproca. Mas como tudo o que insinua ser surpreendentemente bom acaba tornando-se surpreendentemente catastrófico em minha vida... Não foi assim com meu primeiro vestibular? Assim também não o foi com meu ensaio missionário? Não está sendo assim com minha primeira aprovação em concurso público? E com minha primeira - e quero acreditar que última - gravidez? Que lástima! Ahh! Teria muitos outros exemplos para comprovar essa teoria... Emoções não muito boas de sentir, traduzidas em tristezas que eu já nem sei se um dia terão fim. Então, ele se foi. E até agora não entendi muito bem como ele teve coragem de partir. Uma relação rompida de um modo tão inesperado, quanto incompreensível, quanto equivocado... Se é que houve relação. Mas, se não houve, o que houve, então? Só sei que ele me fez, por uns meses - pouquíssimos meses, diria - um bem inesperado, muito gratificante de sentir, incrivelmente inexplicável. Sorriso tímido; Conhecimento científico sobre aquilo que, para mim, de tão crônico já tem se tornado existencial; Expressão oral comprometida - o que algumas vezes me exigia um esforço de compreensão - e eu o ouvia com os olhos e com o coração; Capacidade motora também comprometida, mas... o que importa se ele tem o mais essencial: um pulso pulsando e uma cabeça pensando? E era tudo isso que eu precisava naquele momento... e ainda hoje acredito que preciso. Preciso simplesmente da sua existência e do conhecimento que ele tem sobre aquilo que me faz triste. E eu gostava de vê-lo pensando, sobretudo, na melhor maneira de me ajudar a sair desse abismo. ![]() E ele me encantou por alguns dias... Despertou em mim o desejo de tornar-me uma pessoa melhor ao ponto de poder dizer: você contribuiu e muito para com isso. Principalmente porque ele acreditou por mim. Porque ele plantou em mim uma semente de esperança. Porque ele acendeu uma lâmpada em meio às trevas da minha auto-confiança abalada, da minha auto-estima rebaixada, do meu mar revolto de incertezas, do meu deserto rachado pelas incontáveis decepções e tentativas mal sucedidas. Tudo era noite antes dele chegar. E eu já estava até me acostumando com isso. Mas, então, ele se foi... E eu continuo por aqui, meio perdida. Tentando manter acesa a lâmpada que ele acendeu para mim. E continuo sem saber o porquê das coisas precisarem ser tão complexas e enigmáticas assim. Mas eu insisto. Eu preciso povoar a minha alma de certezas. Até, então, meu nome é simplesmente emoção e meu sobrenome é tristeza. postado por: Fernanda 1:25 PM Deseja divagar?: Segunda-feira, Maio 11, 2009 Não criemos pânico. . . . . . . Não é bem assim como o nome diz. Ele não é a causa. Ele é, sim, a consequencia. De repente, uma sensação de que o coração vai parar por excesso de bombeamentos. E que os pulmões vão atrofiar por ausência de ar. E que a cabeça vai estourar por excesso de oxigênio. E uma angustiante sensação de desfalecimento... Todas, algumas vezes, acompanhada por náuseas, outras por cólicas, seja intestinal ou gástrica. Não sabemos bem ao certo se estamos prestes a morrer ou se iremos perder o juízo. E o que seria pior? É como um bolãozinho de ar... aqueles indispensáveis em festinhas de criança. Imagino como se ele fosse nosso crânio. E aquele nó para prender o oxigênio dentro do balão se dá, exatamente, na nossa garganta. E o ar que o ocupa comprime nossa massa encefálica. E não desce porque nossa garganta está apertada. E os pulmões, sem ar, porque esse encontra uma válvula de escape pelas narinas... Mas o ar que volta por elas nos parece insuficiente, se é que existente no universo. E o nosso cérebro segue comprimido. E todo o organismo sofre as consequências desse evento enlouquecedoramente angustiante e que dura o tempo suficiente para nos deixarmos em pânico. E a orientação é para ficarmos calmos. Mas como calmos se o efeito é explosivo? E a solução é respirarmos. Mas como respirarmos se o ar que subiu não desce; e o que desceu já saiu pelas narinas? E aí, instaura-se o pânico. Pânico por não compreendermos o que está acontecendo. Pânico por não sabermos quanto tempo nos resta, seja de angústia, seja de vida. E, de repente, chega a calmaria. Mas o corpo padece as consequencias dessa confusão orgânica. E a sensação é a de que estávamos num ringue. E totalmente "nocauteados" tememos que o "adversário imaginário" aproveite-se de nossa fraqueza e nos dê o último golpe. O que seria fatal. E continuamos aflitos. E não há quem nos convença de que ele não tenha a ousadia de fazer isso. Sono, cansaço, esgotamento, medo, tristeza, alívio... mas por quanto tempo??? E depois alimentamos uma certa sensação de "pânico" por temermos que voltemos a sentir outra vez aquilo tudo. E ninguém nos garante que não iremos senti-lo. Não é sinônimo de medo, nem de desespero. Não exige, necessariamente, que algo terrivelmente ruim nos tenha acontecido num passado próximo ou no nosso inconsciente. É, simplesmente, reação do organismo. Um fenômeno orgânico que denuncia a insatisfação de um organismo cansado de ser mal cuidado, mal alimentado, mal descansado, mal percebido e mal e mal e mal... em suas dimensões globais: emocional, física, psíquica... E que requer agora, como uma criança birrenta, que paremos para ouvi-lo. E haja ouvidos. postado por: Fernanda 12:54 AM Deseja divagar?: Quinta-feira, Maio 07, 2009 ...porque escrever, para mim, é uma extensão inevitável de existir.postado por: Fernanda 2:42 PM Deseja divagar?: Sábado, Abril 11, 2009 Quem diria que eu "começaria tudo outra vez..."?Primeiro post é como primeiro encontro... Ainda não nos conhecemos muito bem. Logo, ainda não sabemos bem o que dizer. Nem com que roupa ir, qual perfume usar, enfim. Se é melhor falar pouco - nesse caso: escrever pouco - e correr o risco de ser taxada de tímida ou... Será que é melhor falar (escrever) pelos cotovelos para evitar aquele momento de silêncio que nem mesmo as mãos sabem dizer onde é que fica a saída de emergência?! Na verdade, eu quero mesmo lamentar. Lamentar o trágico fim do meu divã... aquele que já fez tanta gente rir, outros chorarem... e já matou muita gente de raiva também. Mas que, sobretudo, colocou na minha vida pessoas que chegaram para ficar como Rodrigo Albuquerque, Deinha Ramos, Dea Faustino, Carlos Leite, Rodrigo Andrade, Flávia Coelho e outros com os quais mantenho ainda algum contato. Sim, a globo.com "pisou na bola" comigo: além de bloquear o acesso, deletou todos os meus arquivos. E onde fica meu direito de acesso à minha produção intelectual, hein? Ainda fez de conta que eu poderia começar tudo outra vez... só para eu virar assinante. Mas o endereço continua indisponível (apesar de continuar sendo meu). Mas como cair e levantar, descer e subir, perder e ganhar... são coisas que fazem parte dessa vida, resolvi começar tudo outra vez. Mas não de onde parei. Vou começar do recomeço. Afinal, viver é isso! Espero que você (e eu) sintamo-nos bem vind@s! E uma palavrinha sobre o layout desse novo blog Se você está achando esse layout um pouco mimosinho demais para o seu gosto... eu concordo contigo. Em pensar que eu já fui muito boa nisso... E já contei com a ajuda especializada de Carlos Eugênio e Rodrigo Andrade nos velhos tempos do meu divã... alguém lembra disso? Mas deixa quieto os meninos. Eles também aposentaram as chuteiras dos seus respectivos blogs, infelizmente. Verdade é que, com blogs, assim como, com perfumes: embalagem diz muito. Mas a essência diz tudo!!! Então, enquanto a embalagem ideal não vem, vamos curtindo esse visual teen mesmo. Afinal, eu não posso mais inventar motivos para não voltar à ativa porque escrever, para mim, é uma extensão inevitável de existir. Sinta-se bem vind@!! postado por: Fernanda 7:38 PM Deseja divagar?: |
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